Brasil – Aposta News https://aposta.news Notícias Sobre Apostas Tue, 25 Nov 2025 03:35:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://aposta.news/wp-content/uploads/2025/11/cropped-FAVICON-1-32x32.png Brasil – Aposta News https://aposta.news 32 32 Tá na hora de fazer uma escolha: qual das filas sua Bet vai puxar? – Aposta News https://aposta.news/2025/11/25/ta-na-hora-de-fazer-uma-escolha-qual-das-filas-sua-bet-vai-puxar-aposta-news/ Tue, 25 Nov 2025 03:35:25 +0000 https://aposta.news/2025/11/25/ta-na-hora-de-fazer-uma-escolha-qual-das-filas-sua-bet-vai-puxar-aposta-news/

O setor de apostas brasileiro acaba de ganhar um gigantesco sinal de alerta. A condenação, ainda que em primeira instância, envolvendo um importante operador regulamentado tem um peso simbólico enorme e deveria servir de lição a todo o segmento. Ela escancara algo que a indústria já sabia, mas que, ao que tudo indica, ainda não tinha encarado com a devida nitidez. Pelo menos parte do Judiciário está atenta. O regulador está atento. A sociedade está muito atenta. E o Jogo Responsável deixou de ser perfumaria para se tornar, de vez, o termômetro de maturidade da indústria.
A pergunta que fica no ar é simples e incômoda. Quem vai puxar a fila? E aqui existe uma dualidade inevitável. Quem vai puxar a fila das condenações? E quem vai puxar a fila do Jogo Responsável de verdade, estruturado, preditivo e com atenção real ao comportamento dos apostadores?
O caso trouxe um recado direto e documentado. Não se trata de interpretação. Está escrito na própria sentença. A Lei 14.790 já determinava que as operadoras devem “implementar políticas de jogo responsável, com ferramentas eficazes para limitar apostas, identificar padrões de comportamento compulsivo e proteger jogadores em situação de risco”. A Portaria MF número 827 de 2024 reforça essa obrigação ao afirmar que as plataformas “devem monitorar continuamente os padrões de apostas” e “adotar medidas preventivas diante de sinais de comportamento típico de ludopatia”.
É impossível tratar isso como opcional. É impossível alegar desconhecimento. É impossível fazer o mínimo só para marcar presença regulatória. É impossível continuar encerrando comerciais de TV dizendo “jogue com responsabilidade” e crer que isso basta. Está na lei. Está na portaria. Está na sentença. E está na fala do próprio regulador. Em recente entrevista, o secretário da SPA, Régis Dudena, foi explícito ao afirmar que o monitoramento é obrigação direta dos operadores e que o governo espera mecanismos eficazes, contínuos e preventivos de proteção ao apostador.

E foi justamente essa leitura que fundamentou a condenação da casa de apostas. A própria decisão aponta a existência de “defeito grave na prestação do serviço pela ré, consistente na omissão do dever legal de monitoramento e intervenção preventiva”. O problema não foi o jogador apostar. O problema foi a plataforma deixar de monitorar e se omitir de sua responsabilidade estabelecida pela lei e pelas portarias.
E isso deveria servir para alertar todos os operadores que escolheram operar na legalidade. Não basta fazer o mínimo. É preciso estar um passo à frente. Não amanhã. Ontem.

Hoje, qualquer operador sabe que o comportamento do usuário não cabe dentro de uma única casa. Jogadores têm múltiplas contas, alternam entre plataformas, respondem a odds, saldos, bônus e impulsos. O risco aparece no conjunto e não no recorte exclusivo do que acontece “em seu território”. E enquanto cada empresa olhar só para o próprio quintal e muitas vezes de forma superficial, o setor inteiro continuará vulnerável. O Judiciário demonstrou que está começando a enxergar esse ponto. E quando o Judiciário enxerga, ele cobra. E cobra caro.

Por isso a pergunta é inevitável. Quem vai puxar a fila das condenações? Quem vai ser o próximo nome a virar manchete? Quem vai carregar a mesma narrativa que hoje recai sobre esse operador? Que iniciativas serão implementadas para mitigar os riscos que cresceram vertiginosamente com essa decisão?

Mas existe outra pergunta, essa sim estratégica. Quem vai puxar a fila do Jogo Responsável de verdade? Quem vai liderar em vez de reagir? Quem vai mostrar que entendeu o recado? Quem vai adotar modelos preditivos, independentes e cross-operadores? Quem vai assumir que proteger o jogador não é filantropia? É proteção do negócio. É proteção da marca. É proteção do caixa. É proteção da reputação. É proteção da própria existência.

O setor pode insistir no pacote mínimo e se convencer de que cumpre a lei. Pode seguir apostando em políticas tímidas e banners automáticos que nada dizem sobre o comportamento real dos jogadores. Ou pode reconhecer que responsabilidade não se improvisa. Se estrutura. Se investe. Se entrega. O mercado já dispõe de soluções projetadas exatamente para isso. É sair da inércia e praticar Jogo Responsável. Com letras M-A-I-Ú-S-C-U-L-A-S.

A indústria está diante de um ponto de virada. Ou puxa a fila certa ou será arrastada pela errada. E confiança se perde uma vez só. O caso em questão é um aviso claro. A resposta é de cada operador. E de todos ao mesmo tempo. E quem faz o certo também precisa cobrar quem não faz.


Thiago Iusim fundou a Betshield Responsible Gaming após mais de 20 anos em setores altamente regulados como farma, tabaco e álcool. A Betshield nasceu para proteger a indústria de apostas ao proteger, com algoritmos avançados, inteligência artificial e machine learning, seu bem mais valioso: o apostador.

Amilton Noble é especialista em Jogos e Loterias e atua no mercado há mais de 30 anos, tendo criado diversos produtos lotéricos, de capitalização e promocionais.

O conteúdo Tá na hora de fazer uma escolha: qual das filas sua Bet vai puxar? aparece primeiro em Gaming365.


Fonte: Gaming365

]]>
CAE adia análise de projeto que dobra taxação das bets – Aposta News https://aposta.news/2025/11/05/cae-adia-analise-de-projeto-que-dobra-taxacao-das-bets-aposta-news/ Wed, 05 Nov 2025 19:24:31 +0000 https://aposta.news/2025/11/05/cae-adia-analise-de-projeto-que-dobra-taxacao-das-bets-aposta-news/

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) adiou para a quarta-feira (5) a análise do projeto de lei que aumenta a taxação das bets e das fintechs. O relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi lido nesta terça-feira (4) pelo senador Fernando Farias (MDB-AL).

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), autor da proposta e presidente da CAE, concedeu vista coletiva à matéria. O PL 5.473 foi apresentado como uma complementação ao PL 1.087/2025, que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil mensais e eleva a taxação sobre as altas rendas.

O projeto tramita em caráter terminativo, ou seja, não precisará ser votado no plenário do Senado. Caso seja aprovado na CAE, seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados.

Debate

O relator do projeto, senador Eduardo Braga, criticou o lobby contrário ao aumento da taxação do setor de apostas. Segundo o parlamentar, a medida é justa e enfrentará uma “brutal resistência”, acrescentando que será alvo de ataques por parte dos lobistas.

“Eu me refiro à propositura da majoração da contribuição das bets de 12% para 24%. Não me falta coragem, no entanto quero dar a todos o direito de termos o debate das emendas apresentadas”, disse Braga, referindo-se ao lobby em favor das bets.

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) defendeu um combate mais efetivo ao mercado ilegal de apostas. “Não é honesto aumentar a carga tributária de quem está legalizado e esquecer de quem atua na clandestinidade”, disse.

“O receio que nós temos é que, quanto a essas bets, se essa carga tributária aumentar, como está sendo proposto, vai ter uma fuga delas, como aconteceu na Alemanha, como aconteceu em Portugal. Como é que eles vão aumentar, ter uma carga tributária aumentada, se o governo não está fazendo nada para poder fechar as portas da clandestinidade?”, questionou.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou que é preciso intensificar o combate às bets ilegais. Ela disse considerar pequena a contribuição feita atualmente por esses grupos, que “vivem uma benesse ímpar”.

Sobre o projeto

O texto dobra a Contribuição sobre a Receita Bruta de Jogo, que passará de 12% para 24%. Também cria o Programa de Regularização Tributária para Pessoas Físicas de Baixa Renda (Pert-Baixa Renda) e corrige uma distorção relacionada à remessa de lucros e dividendos para beneficiários no exterior.

Além disso, eleva a CSLL de 9% para 15% para fintechs e instituições de pagamento, administradoras de mercado de balcão, bolsas de valores e de mercadorias, entre outras equiparadas pelo Conselho Monetário Nacional. Já as sociedades de capitalização e as instituições de crédito, financiamento e investimento terão a alíquota elevada de 15% para 20%.




Fonte: Gaming365

]]>